agosto 05, 2010

Dúvidas sobre Alzheimer

A evolução, numa pessoa que apresente a forma precoçe da doença, é diferente?

Pode-se distinguir duas formas da DA: a precoce (demência pré-senil) e a tardia (demência senil). Embora não haja diferenças significativas entre as duas formas nos aspectos anatomopatológicos, pode haver no que tange às manifestações clínicas. Parece que a forma precoce da doença é mais grave que a tardia, particularmente no que se refere às perdas das capacidades cognitivas, com maior freqüência de ecolalia, desorientação espacial, distúrbio da postura e sinais extrapiramidais. Na forma tardia, pode-se observar mais quadros delirantes, alucinatórios e distúrbios psicóticos. Parece também que o déficit de acetilcolina (Ach) no SNC é mais acentuado na forma precoce.

Autor: Wilson Luiz Sanvito

abril 12, 2010

Segurança


Uma pessoa com Alzheimer pode sentir-se muito insegura. O mundo à sua volta deixa de fazer sentido, o espaço passa a ser desconhecido...
A importância da sensação de segurança é enorme, para o seu bem estar.


Verifico que alguns cuidadores são capazes de manifestar o seu apoio de forma a que a pessoa se sinta mais segura, segurando a sua mão, por exemplo, deixando-se agarrar. Outros não dão importância ao contacto físico, não dão um beijo, não fazem um carinho... Os primeiros são muito mais securizantes do que os segundos.


março 04, 2010

Raiz da planta vinca tem potencial para tratar Alzheimer


Uma equipa de cientistas da Universidade do Porto descobriu um novo potencial terapêutico na raiz da planta vinca, que pode vir a ser utilizado como fármaco no combate ao Alzheimer, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior. A equipa de investigação, constituída por elementos da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (no âmbito do laboratório associado REQUIMTE) e do Instituto de Biologia e Medicina Celular/Instituto de Engenharia Biomédica (IBMC.INEB), publicou os resultados do trabalho na revista científica "Phytomedicine".

A investigadora Mariana Sottomayor - que juntamente com Paula Andrade liderou o grupo de trabalho - explica que a vinca é uma "planta medicinal que já é utilizada há muitos anos e que foi muito estudada", sendo dela a serpentina - outro alcaloide - "que inibe a degradação de um neurotransmissor e que portanto poderá ajudar no tratamento da doença de Alzheimer".

"Há agora um período de investigação para que a molécula possa ser utilizada como um fármaco eficaz", explicou a cientista, acrescentando que "aparentemente, parece ter um atividade mais potente do que os fármacos utilizados atualmente".

Segundo um comunicado da Universidade do Porto sobre o assunto, "até agora, já se conhecia o potencial da Vinca (Catharanthus roseus, originária de Madagáscar) na terapia de algumas formas de cancro".

Processo complexo e caro

"São necessárias toneladas de partes aéreas da planta para se obterem alguns miligramas de substâncias úteis, o que transforma o cultivo, bem como as substâncias obtidas, num processo complexo e com elevados custos associados", acrescenta o texto.

O documento realça ainda que "a perspetiva apresentada pelo grupo de investigadores segue uma abordagem profundamente diferente e em vez de se limitar às partes aéreas (caule e flores), a equipa procurou aproveitar todo o potencial medicinal da planta, olhando para outros produtos passíveis de serem extraídos", como é o caso da raiz.

Acrescenta ainda que "os autores destacam, em particular, a serpentina, que possui uma enorme afinidade e seletividade para um dos principais alvos no tratamento da Doença de Alzheimer".

"No futuro, espera-se que o seu aproveitamento possa vir a revelar-se útil no tratamento farmacológico desta doença e de outras afeções como a 'miastenia gravis'", conclui.


Fonte:
Lusa

novembro 12, 2009

A luta é constante

The Alzheimer’s Association extends its deepest sympathies to retired Supreme Court Justice Sandra Day O'Connor and family on the passing of John J. O’Connor III on Nov. 11, 2009. Mr. O’Connor was diagnosed with Alzheimer’s disease nearly twenty years ago. In 2005, Justice O’Connor retired from the Supreme Court and courageously announced that she needed to care for her husband. She has been a determined and vocal advocate of increasing federal funds for Alzheimer research.

Mais notícias sobre Alzheimer, aqui, uma Associação que contribui, decisivamente, para angariar fundos destinados à investigação, com vista a, como eles dizem, "um mundo sem Alzheimer".

julho 10, 2009

A Música e a Doença de Alzheimer


William James apontou que a nossa "susceptibilidade" à música, e a capacidade que a mesma tem de nos afectar - acalmando, animando, reconfortando, emocionando ou servindo para organizar e sincronizar as nossas actividades lúdicas ou laborais - pode ser especialmente eficaz e possui grande potencial terapêutico em pacientes com uma grande variedade de doenças do foro neurológico.Tais pacientes podem reagir poderosa e especificamente aos estímulos musicais (por vezes, os únicos, ou quase, a que reagem).Alguns desses pacientes são pessoas que sofreram graves lesões corticais, devido a acidentes vasculares cerebrais, Alzheimer ou outras quaisquer causas de demência; (...)
Em todas essas afecções , e em muitas outras, o paciente pode reagir à música e à terapia musical.


julho 04, 2009

Ainda Alice - Novo romance sobre a Doença de Alzheimer


Ainda Alice é o nome de um novo romance que retrata a vida de sucesso de uma professora universitária, até ao momento em que é diagnosticada com a doença de Alzheimer.


Este livro recebeu o Prémio Brontë 2008 e é uma obra de Lisa Genova. A autora é formada em Psicologia e doutorada em Neurociências por Harvard. Foi ainda investigadora em áreas como a depressão, a doença de Parkinson e a perda de memória.
O seu interesse pela doença de Alzheimer começou quando a sua avó mostrou os primeiros sinais da doença. Interrogando-se sobre como se sentiriam as pessoas que a vivem, vendo o mundo desagregar-se à sua volta, decidiu escrever este romance.

Ainda Alice tem o custo de 16 € e pode ser adquirido em diversas livrarias do país.

A venda de cada exemplar do livro reverte um euro para a Alzheimer Portugal.

Editora: Caderno

Sinopse:
O mundo de Alice é perfeito. Professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos, a carreira. E tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir.
Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Doença da Alzheimer.
Ainda Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo, o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória de uma vida e de um amor imenso.

Fonte: http://www.alzheimerportugal.org