janeiro 20, 2009

Para uma velhice feliz...

Excerto da entrevista de Daniel Sampaio ao RUGAS, edição Madeira, Dez.2008

R: Qual é 0 segredo para se poder ter uma velhice feliz?

D.S.: Estar o mais activo possível. Do ponto de vista da prevenção da doença de Alzheimer, que é uma das coisas que muito preocupam as pessoas idosas, a principal mensagem que se deve transmitir é que devem manter o cérebro o mais activo possível. As pessoas que têm o cérebro muito activo têm menos hipóteses de ter doença de Alzheimer. Portanto, tudo o que seja ocupar a cabeça com ideias e com projectos é uma coisa muito importante. Depois temos também a parte física, às vezes as pessoas esquecem-se... da hipertensão, da obesidade. Todos nós temos de cuidar da saúde e o idoso evidentemente mais cuidado deve ter e portanto as mensagens no sentido da educação para a saúde são muito importantes.

2 comentários:

Eu disse...

Minha querida! Minha vó é portadora do mal de Alzheimer há 6 anos. Desde então, minha vida foi embalada por pesquisas e exclarecimentos sobre esta doença, e confesso que até hoje ainda tenho milhões de dúvidas. Quanto a manter a mente sempre ativa, minha vó quando acometida deste mal, estava Cursando a Faculdade da Terceira Idade (moramos no Brasil), e sempre foi uma mulher extremamente ativa e intelectual, pois cultivava o hábito da leitura. A única afirmação que tenho hoje, é que esta doença reouba o "presente" de pessoas amadas. Hoje minha vó já não se lembra mais de mim e nem das filhas. Vive em um mundo paralelo, onde suas lembranças vagueiam por caminhos que ninguém jamais saberá.
Beijo grande!
Eu (Elida)

Emília disse...

Querida Elida!
Bem haja pela visita e palavras. Vou manter-me atenta a seu blogue, tão lindo!
Também eu, que há anos lido com familiares e muitas outras pessoas sofrendo do mal de Alzheimer, tenho milhões de dúvidas, como Vc.
Leio e oiço sempre recomendações no sentido de manter a mente ativa, mas isso apenas não basta.Diversificar os interesses e ter uma vida social , pode ajudar. Mas, na verdade, ainda não sabemos muito, aliás, acho q sabemos bem pouco sobre a origem deste mal devastador.Acredito que haja alguma predisposição genética também.
É muito triste ver as pessoas que sempre foram ativas e vibrantes, a pouco e pouco afastar-se de tudo e ficar vagueando, num mundo confuso, onde espaço, tempo e todas as referências se vão confundindo e perdendo, tal como Vc relata.
Resta-nos ter esperança na investigação e no avanço do conhecimento sobre as origens e, assim, da cura. Até lá, conversarmos uns com os outros sobre o assunto, encontrar pontos comuns, partilhar nossas preocupações, pode ajudar. Por isso faço parte da Associação Alzheimer Portugal como voluntária. Por isso vou alimentando este blogue.Agradecendo a pessoas como você, que me fazem pensar que vale a pena.
Desejo o melhor possível para sua avó.Que ela possa ter muitos momentos de paz e alegria, com a presença dos q
a rodeiam e amam.Mesmo não compreendendo, ela sente.
Um abraço muito grande, de Portugal, Ilha da Madeira, no Atlântico, perto de você, apesar da distância aparente...